Cresceu o índice IDH de Uberlândia

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Uberlândia subiu de 0,702 em 2000 para 0,789 em 2010 e apresenta taxa maior que a de Minas Gerais e a do Brasil, que registram 0,731 e 0,727, respectivamente. O aumento de 12,39% em dez anos fez a cidade se manter com alto desenvolvimento humano e subir da quarta para a terceira colocação de melhor IDHM do Estado, atrás de Nova Lima (0,813) e Belo Horizonte (0,810). No ranking nacional, Uberlândia ganhou 45 posições, passando da 116ª para a 71ª. Os dados são da pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e da Fundação João Pinheiro (FJP) e foram divulgados na segunda-feira (29).

Em Uberlândia, setores de grande empregabilidade, como a construção civil, são os responsáveis pela melhoria do IDHM

O IDHM é elaborado com base em avaliações da educação, expectativa de vida e renda e expressa em um único número, que varia de 0 a 1, a evolução da qualidade de vida da população. O fator que mais influenciou o crescimento do IDHM da cidade, segundo o professor do Instituto de Economia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Eduardo Nunes Guimarães, foi a renda dos uberlandenses. “Por ser uma cidade-polo, os setores de grande empregabilidade, como a construção civil, foram os maiores responsáveis pela melhoria do IDH. Além disso, a média salarial de Uberlândia aumentou”, afirmou Guimarães.

Já as melhorias de vida e de educação da cidade, de acordo com o professor da UFU (a Toca do Calango fica a duas quadras do Campus Santa Mônica), não foram tão impactantes para o resultado do IDHM. “A expectativa de vida e a escolaridade em Uberlândia já eram bons, então não aumentaram tanto a ponto de influenciar no resultado.”

Para que, nos próximos levantamentos, Uberlândia volte a mostrar aumento no IDH, de acordo com o prefeito Gilmar Machado, é preciso manter o crescimento econômico da cidade e melhorar a educação e a distribuição de renda. “Precisamos melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram nos bairros mais pobres. Para isso, temos que criar mais empregos e melhorar a renda, incentivar micro e pequenos empresários e dar estrutura para os que já estão trabalhando, como as cooperativas que estamos criando para os catadores se organizarem.”

Na educação, a intenção do prefeito é zerar o déficit de vagas. “Assumimos a gestão com mais de 10 mil crianças fora da escola e pretendemos terminar o governo com todas frequentando a escola.”

Altos índices para o estado

Minas Gerais teve o nono maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país em 2010, com 0,731. Essa taxa fez com que o Estado subisse uma classificação em dez anos, passando de médio – no ano de 2000 – para alto desenvolvimento humano. Em 1991, o índice de Minas Gerais era de 0,478, o que deixava o Estado com o desenvolvimento muito baixo, segundo a pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e da Fundação João Pinheiro (FJP).

O IDHM do Estado evoluiu de 2000 a 2010 como consequência do aumento da taxa dos municípios mineiros. Entre as 50 primeiras cidades da região Sudeste do Brasil que mais se destacaram em avanços na educação, renda e expectativa de vida, 48 são de Minas Gerais. Além disso, mais de 90% das cidades mineiras têm médio ou alto IDHM.

Em 2010, o Estado mineiro tinha 551 cidades com IDHM médio e, em 2000, eram 210 municípios, o que representa um aumento de 162,4%. Com o IDHM alto, Minas teve cinco cidades nessa classificação em 2000, mas o número de cidades cresceu 45 vezes em 2010 e passou para 227 municípios.

Brasil também teve aumento no IDH

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país também teve aumento em dez anos. Em 2000, a taxa nacional era de 0,612, o que fazia o Brasil ficar na classificação de médio desenvolvimento humano. O índice cresceu 18,79% e chegou a 0,727 em 2010, levando a unidade federativa à condição de alto desenvolvimento.

O Distrito Federal (DF) é a única unidade da federação que tem um nível muito alto desenvolvimento humano, com IDHM de 0,824. Os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro dão sequência à lista com os melhores índices do país – 0,783, 0,774 e 0,761, respectivamente – e estão classificados como de alto desenvolvimento. Os menores IDHM são do Piauí (0,646), do Maranhão (0,639) e de Alagoas (0,631), que fazem parte de um grupo de 14 estados na classificação médio desenvolvimento humano.

A elaboração do IDHM leva em conta dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Fonte Jornal Correio
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