Concorrência é maior entre cotistas da UFU

O sistema de cotas das universidades, criado no fim do ano passado para facilitar o ingresso nas universidades federais a pessoas com condições socioeconômicas precárias, fez com que a disputa pelas vagas reservadas a cotistas ficasse mais concorrida do que as destinadas para as de ampla concorrência na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). 


O número de candidatos por vaga entre os cotistas chega a ser até duas vezes maior do que daqueles que se inscreveram para concorrer sem o amparo da “lei de cotas”.

O Curso de Direito Noturno do Campus Santa Mônica (pertinho da Toca do Calango), por exemplo, mais pleiteado da UFU por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu) teve 1.743 inscritos para 20 vagas, ou seja, 87,2 candidatos por vaga. Esse índice é inferior aos 165 candidatos por vaga registrados para as três cadeiras separadas para o subgrupo racial de pretos, pardos ou índios com renda mensal inferior a 1,5 salários mínimos, que teve 495 pessoas concorrendo.

A situação é a mesma nos outros quatro cursos (Medicina, Administração noturno, Psicologia e Engenharia Aeronáutica) mais concorridos da UFU. Além disso, ficou constatado que as notas de cortes se aproximaram das destinadas às vagas de livre disputa, como no caso de Medicina, que marcou entre 772 e 817 pontos para qualquer uma das modalidades.


Isso já era esperado

O fato de a concorrência ser maior entre cotistas e o desempenho deles no processo seletivo ter que se aproximar, teoricamente, ao dos que disputam na ampla concorrência é uma situação natural e já esperada para alguns especialistas.

Segundo apurado, o objetivo de cotas é criar condições para que os alunos em condição social de vulnerabilidade possam competir entre eles, mas mantendo o parâmetro qualitativo do mérito e um panorama em que notas de cortes são parecidas revela que os cotistas não apresentam diferença intelectual em relação aos demais.


Tem que provar

Para se disputar vagas destinadas aos cotistas o concorrente tem que apresentar documentos que comprovem o estudo em escola pública. Depois, para participarem de subgrupos econômicos e raciais, têm que mostrar documentos sobre a renda e se autodeclararem preto, pardo ou indígena.

Os documentos são avaliados por assistentes sociais preparadas para analisarem caso a caso e detectarem casos de fraudes. E em relação à cor da pele, não há como a UFU fazer fiscalização por se tratar de autodeclaração. 


Vão analisar a situação

Na avaliação do diretor da Diretoria de Processos Seletivos (Dirps), Orosimbo Andrade de Almeida Rego, a maior concorrência entre cotistas revela que estes candidatos tiveram que obter o mesmo desempenho intelectual na prova – no caso, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – que os que disputaram fora da condição socioeconômica considerada vulnerável e isso será objeto de análise pela UFU.

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